Quanto tempo…

Há muito tempo não apareço aqui, mas não pense que abandonei a escrita, pois essa será minha eterna companheira de vida. Só não conseguia textos legais o suficiente para expor por aqui. Geralmente, o que escrevo sai sem cuidado, ocupa as linhas do meu fino caderninho despretensiosamente e sem se importar se a alguém ofende. Sai da minha cabeça através da minha mão, como algemas que soltam um prisioneiro; sai porque, se ficam em mim, doem sem parar, e, ao sair, assim como o ar que atravessa minhas narinas, me fazem suspirar de alívio e esperança.

A escrita se tornou minha maior aliada para lidar com as dificuldades rotineiras da vida. É nessa companhia que consigo extravasar as emoções, pensar antes de agir, liberar-me para chorar, entender o que passa por minha turbulenta mente e decidir que caminho quero trilhar.

Hoje não me vejo sem escrever. Ainda que não escreva todos os dias, escrevo para conseguir respirar.

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